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O final da primeira fase do primeiro ciclo da Plataforma Brasil, “Reforma Política do Século 21”, se aproxima. É interessante notar que, neste termo, pouco se ativou o ombudsman.

Será sinal de que tudo corre às mil maravilhas ou denota a falta de hábito de participar criticamente de processos? Só se pode especular, claro, mas algo me diz que a segunda hipótese é crível.

Tudo bem, não há porque ter controvérsias na priorização de temas. É a voz livre dos navegantes da rede, onde tudo pode e que a tudo permeia. O que realmente me intriga é não se questionar métodos, escolhas, há pouca curiosidade em entender esses processos.

Bom, vou manter-me otimista e crer que o site está super bem estruturado e não suscita dúvidas. Parabéns equipe!

As poucas intervenções que se apresentaram, todas, aliás, muito bem recebidas pela turma do site, alertam para dois temas de extrema relevância: transparência e equidade. Questões naturais para as pessoas que se mobilizam por assuntos da democracia.

Foram sugeridos métodos estatísticos e requerido que se publique o algoritmo de ordenamento dos temas prioritários. Boas participações, sugestões prontamente aceitas. Já a interpelação mais recente pede a equalização no tratamento de gênero nos textos do site. É discussão que solicita romper com fundamentos da língua portuguesa, não alinhados ao mundo contemporâneo, estabelecidos nos tempos patriarcais de antanho. A ruptura é necessária, mas requer mudança de cultura, o que impõe tempo e tem resultado incerto. O esforço tem de ser e será feito dada sua pertinência e adequação.

O que importa é que os navegantes democráticos estão na franja dos movimentos afinados ao que há de mais atento, generoso e moderno na sociedade brasileira. Um alento para este velho, desalentado, quase cínico, que vos escreve.